Sintegração Hertzberger

Na aula do dia 20 de junho de 2022, a aula foi remota e fizemos uma novamente uma sintegração, no entanto os temas dessa foram os conceitos trabalhados no livro "Lições de arquitetura" de Hertzberger. O formato da sitegração foi o mesmo da ultima sobre abertura, quatro rodadas com cada integrante dos grupos tendo um papel nas discussões.

Na primeira rodada, o tema foi "Estrutura; Forma e Interpretação" e eu fiquei como observadora. Sobre o tema os debatedores da rodada começam discutindo a questão da forma não apenas determinar o uso e a experiência, mas também é igualmente determinada pelos dois na medida em que é interpretável e, portanto, pode ser influenciada, um exemplo do livro sobre isso é o escritório personalizável onde cada funcionário consegue interpretar seu espaço de trabalho "personalizando-o". Assim, a interpretação das pessoas sobre o espaço deve ser permitida durante a criação da forma de um espaço. No livro, temos o exemplo da língua que é a forma/estrutura, enquanto a linguagem é a interpretação própria, geralmente, coletiva da língua. Dessa forma os sotaques são importantes analogias sobre a apropriação e interpretação das pessoas sobre um idioma (forma/ estrutura) Além disso, individualmente, a maneira com que vemos as coisas influenciam nas interpretações da forma. Como exemplo podemos tomar as suntuosas igrejas católicas que podem ter um significado religioso muito importante, mas para outra pessoa a estrutura pode ser simplesmente uma estrutura bonita.

Na segunda rodada, o tema era "Visão 1" capítulo da ultima parte do livro e nessa rodada eu também fui observadora. Nesta parte do livro Heztberger fala sobre a abertura dos espaços para que eles possam ser visualmente integrados, mas com certo equilíbrio entre o isolamento e a abertura.  Além disso, quando pensamos nesse equilíbrio no espaço público é necessário a presença de elementos de transição como as escadarias, por exemplo. Outra questão neste capítulo é a construção de um espaço público que promova o encontro, mas que também permita a privacidade e individualidade das pessoas. A permeabilidade visual é um importante fator disso da sensação de segurança das pessoas no espaço púbico.

Na terceira rodada, o tema era "Visão 2" e meu papel também foi ser observadora. Nesta rodada discutimos a incorporação do ambiente externo no interno, de modo que um exerça influencia e expanda o uso e as possibilidades do outro. Além da questão da iluminação, integração e comunicação do interior para com o exterior que pode ser promovida através do uso do vidro e de materiais translúcidos. E, por fim, Hetzberger propõe que deixemos a mentalidade de total e exclusiva de privacidade, que vem pelo isolamento e para se abrir as possibilidades da troca com o mundo externo, a vulnerabilidade.

Na quarta rodada, o tema da discussão foi o "Acesso público ao espaço privado" e eu fui debatedora. Quando falamos de um acesso público a espaços privados falamos, principalmente das galerias e shoppings centers. A construção das galerias torna mais acessível, assim a fronteira entre o público e o privado é deslocado, tornando o domínio privado mais publicamente acessível. Outra questão tratada no capítulo que discutimos na sintegração é a questão do rompimento das fronteiras entre espaços exteriores e interiores e, também, da rigidez da divisão do domínio privado e público. Para identificação desses espaços interior ou exterior e até mesmo alguma forma intermediária  dependem das dimensões, da forma e da escolha dos materiais presentes no espaço.

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