Sintegração sobre Abertura
A aula do dia 30 de maio de 2022
foi remota para a realização da dinâmica de sintegração, isto é, a turma foi
dividas em grupos diferentes para cada rodada. Dentro de cada grupo, cada
integrante exerceu uma função ou a de debatedor ou a de crítico ou a de
observador. Assim sendo, tivemos quatro rodadas - cada uma com um tema
diferente inspirado nos textos recomendados pelos professores-, com variações
de função entre elas para que todos pudessem experimentar pelo menos uma vez
cada uma dos papeis.
Na primeira rodada, participei como debatedora e
o tema da discussão era "A diferença entre virtual e digital na arte e na
arquitetura". Começamos o debate buscando definir e distinguir os
conceitos de virtual e de digital, principalmente a partir do texto
"Por uma arquitetura virtual". Além disso, buscamos aproximar
esses processos de conceitos já conhecidos, como o não-objeto e,
principalmente, a programática. Para mim o que ficou dessa discussão é que
virtual e digital não são sinônimos quando se fala de arte e
arquitetura, mas que podem ser usados de forma complementar. Por exemplo, os
aplicativos CAD são meios digitais que podem ser considerados importantes
aliados na construção de arquiteturas que abrem espaço para
modificações e usos dos usuários.
Na segunda rodada, fiquei encarregada de
observar a discussão do tema "As possibilidades da magia pela experiência
e não da mágica pelo truque como recurso para promover a abertura do
outro". O início do debate também buscou diferenciar a magia pela
experiência da magia pelo truque com base no texto "Magia além da
ignorância: virtualizando a caixa-preta". Após isso, os debatedores
tiveram uma divergência de opiniões na questão da importância de se saber o
mínimo do processo sobre magia da experiência acabarem sendo limitadoras do
processo de abertura que Flusser, Haque e Gullar propõem. A partir de
experienciar o debate pude amadurecer melhor os conceitos de magia pela
experiência e magia pelo truque que já haviam começado a serem formados quando
eu li o texto.
Na terceira rodada, fiquei responsável por debater novamente, sendo que nessa rodada o tema era "Problematizar a proposta de obstáculo no contexto de abertura de possibilidades". Começamos a discussão do tema a partir da definição de obstáculo dada por Flusser no texto "Design: obstáculo para remoção dos obstáculos?". A partir disso, entramos em uma problematização voltada, principalmente, para a necessidade dos obstáculos como um limitador eficaz de interação, o que acabou fazendo uma interlocução com a discussão que eu observei na outra rodada.
Por fim, na quarta rodada, fiquei com o papel de crítica da discussão sobre "a relação função/sentido do objeto no mundo em contraponto à abertura do não-objeto". Como crítica me atentei mais ao formato da discussão, mas a principal questão que os debatedores levantaram foi sobre a questão da funcionalidade, "Se eu pego um não objeto e coloco uma função nele ele passa a ser um objeto?". Sobre isso, o posicionamento principal da equipe foi que e a existência do não-objeto basta por si só, ou seja, ele não precisa ter uma função para existir, ao contrário do objeto. Como crítica percebi uma heterogeneidade muito grande de participação das pessoas na discussão, o que acabou ocasionando em uma discussão mais curta do que os 20 minutos previstos.

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