Entrevista e impressões levantadas

No dia 6 de julho, eu e minha equipe voltamos ao MHNJB para coletarmos entrevistas. Para coletarmos informações dos funcionários e dos visitantes do museu sobre o anfiteatro, e assim ver  através de outros olhos o espaço, criamos um roteiro para guiar as entrevistas. O roteiro ficou da seguinte maneira:

Enunciado: Conhecer qual a relação (do entrevistado) com o MHNJB, como conheceu o anfiteatro e que tipo de realizações traze-o a esse espaço?

Objetivo: Que tipo de implicações aquele espaço gera nas pessoas e que tipo de experiências direcionaria o seu uso, como uma atividade válida.

Perguntas-chave:

- O que te trouxe até esse espaço (museu)? (Por qual motivo escolheu estar nesse espaço?)

- Como está sendo sua experiência? Quais as sensações o museu te traz?

- Teria algum espaço/atividade que não nos recomendaria vivenciar por algum motivo? (por qual motivo?)

- Relate um pouco sobre o que conhece do surgimento da instituição. Ela te remete alguma vivência do dia a dia?

- Qual a sua relação afetiva com esse lugar (museu/anfiteatro)? (Como esse espaço te afeta?)

 - Conte-me se conhece a localização do anfiteatro e o que acha sobre ela? Se sim, o que você pode nos dizer sobre ele?

Fizemos cerca de 5 entrevistas e todas elas de uma forma ou de outra remetiam a questão sonora do anfiteatro. Essa sonorização, geralmente, era associada pelas pessoas com uma sensação de tranquilidade e isolamento que o anfiteatro promovia. Além disso, essa questão do isolamento foi muito associada a uma certa "fuga" do meio urbano que o museu parece promover. Conversando com funcionários mais antigos eles relataram que apesar de não muito utilizado agora, o anfiteatro era muito usado para projetos da UFMG ligados a questão acústica, como corais, e também eventos astrológicos. A partir dessas informações coletadas, começamos então a pensar em uma possível intervenção no anfiteatro que tratasse dos sons, elemento muito relacionado com o espaço.


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