Crítica estruturada do GIF de imersão temporal e da imagem síntese individual
Uma das atividades passadas no dia 09 de maio de 2022, é elaborar uma crítica estruturada do GIF de imersão temporal e da imagem de síntese de dois colegas. Dessa forma, os trabalhos em que minhas críticas serão direcionadas pertencem a Tatiane Ferreira Rodrigues e ao João Peixoto Tavares.
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O GIF e a imagem abaixo são da Tatiane.
A proposta para o GIF era que ele proporcionasse uma sensação de imersão temporal. Sendo assim, apesar de demostrar uma preocupação do autor com essa questão, a velocidade com que as cores aparecem na imagem tira um pouco dessa ideia de ser absorvido em direção ao conceito de programática proposta por Flusser. A seleção das cores para que aparecem no GIF são vibrantes e fazem um contraste muito interessante com o fundo escuro. Além disso, o corte da imagem nesse retângulo de cantos arredondados trouxe uma leitura a imagem, uma vez que acaba rompendo um pouco com as retas da imagem central. Nota-se também que o GIF foi inspirado na imagem síntese.
Quanto a imagem síntese, a proposta era semelhante a do GIF devia-se elaborar uma imagem de exploração estética aliada à programática. Percebi que nessa composição faltou explorar mais as imagens e recursos do Photoshop, já que visualmente temos uma imagem estruturalmente muito semelhante a original, além disso no centro da imagem há uma objeto que acaba fugindo um pouco da lógica abstrata da programática e entrando numa área mais figurativa. Ademais, essa espécie de "moldura" para o objeto central acaba tendo mais destaque na composição a partir do contraste entre claro e escuro do que o elemento central.
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O GIF e a imagem abaixo são do João Peixoto Tavares.
A imagem síntese tem um caráter muito forte dessa questão da abstração, salientada principalmente pelo fundo escuro que deixa muito mais evidente os objetos e as cores dos mesmos. O objeto no canto inferior direito da imagem da composição trás uma dimensão de escala, na qual o objetos mais acima e a esquerda estão em um plano mais afastado que o outro objeto. Além do mais, impulsionado por essa questão da escala, existe uma falta de integralização entre essas diferentes áreas da imagem que parecem fragmentar a mesma em duas composições bastante distintas. O fundo da imagem foi explorado de maneira bastante interessante ao transitar entre o preto e vindo de certa forma em direção ao objeto da direita alterando a cor para um azul escuro de forma sútil.
Quanto ao GIF, há uma lógica muito interessante de looping, de continuidade que proporciona de maneira mais fácil essa ideia de imersão temporal. Entretanto, a questão da programática ficou um pouco prejudicada na medida em que é possível notar um desenvolvimento bastante finalístico para o objeto. Ele se movimenta em linha reta sempre girando e com um trajeto bem definido. Esteticamente, não houve uma proposta muito complexa de exploração e edição da imagens originais
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